A Ladário Teixeira,
saxofonista, inventor, avô —
que ensinou, sem saber,
que música não precisa de escola
para ser grande.
A Antonio Carvalho do Nascimento,
meu pai, que tocava violão tenor
nos fins de semana
e nem sabia que estava me formando.
A Lúcio Nascimento,
meu irmão, baixista de Cauby Peixoto
e Leny Andrade durante anos.
A música que ele fez ficou.
Ele também.
A Jacob do Bandolim,
que nunca soube que estava inventando
uma linguagem para o Brasil.
A Adamor do Bandolim,
que levou essa linguagem
do Igarapé do Limão para o mundo.
A todos os chorões
que mantiveram a roda girando
quando ninguém mais acreditava.